Entrevista: Fátima Lisboa, confeiteira e garota-propaganda

Você já deve ter pensado porque uma pessoa decide abrir um negócio. Alguns detalhes influenciam a mudança na vida de uma mulher. Muitas querem apenas aumentar a renda familiar. Outras estão desempregadas. E tem aquelas que sempre desejaram ter algo próprio. Em momentos distintos de sua vida, a empresária Fátima Lisboa combinou essas características. Uniu necessidade com paixão e transformou sua confeitaria em sucesso. Recentemente, a proprietária da Fátima Lisboa Bolos se tornou uma espécie de garota-propaganda da Feira do Empreendedor 2015. Estampou as principais peças publicitárias do evento promovido pelo Sebrae, em São Paulo (SP).

Fátima Lisboa

Fátima Lisboa

A empreendedora estreia a série de entrevistas do blog com as ‘mulheres que fazem acontecer”. Ela mostra que a arte de levar prazer as pessoas por meio de doces e salgados está em seu DNA e conta que programas como o de Ana Maria Braga foram fundamentais para despertar seu lado empreendedor. Ela também dá detalhes do histórico de sua empresa, e como superou os percalços para atingir os objetivos em seu negócio.

Confira o vídeo:

Nobres Mulheres: Quando despertou esse seu lado empreendedor?

Fátima Lisboa: Em um determinado momento, eu e meu marido ficamos desempregados e, por conta disso, começamos a fazer congelados e compotas para uma empresa. Um certo dia, vendo um programa de TV, vi uma cena que muito me emocionou. A Ana Maria Braga realizando o sonho de uma garotinha. Uma plástica no glóbulo da orelha para que pudesse usar brincos. Senti amor, emoção e pensei que todas as pessoas deveriam ser contagiadas por esse amor. Como? Com doses de açúcar e que pudessem sentir alegria e felicidade. Depois, assistindo a outro programa de TV – sempre de culinária- vi o culinarista Benjamim Abraão, pelo qual tinha grande admiração, fazer tortas de morango. Assim começou tudo. Tinha dois filhos pra sustentar e tinha que agir. Fiz 15 tortas e sai com meu filho caçula na rua, com um isopor debaixo do braço. Um quarteirão depois e já havia vendido todas as tortas. Emocionada e confiante, comecei. Todos os dias vendia tortinhas no comercio local. As pessoas começaram a perguntar se fazia bolos também e eu dizia que sim. Tudo que me perguntavam eu dizia sim. E, no dia seguinte, lá estava eu com a encomenda.

Nobres Mulheres: Por que decidiu ter seu próprio negócio?

Fátima Lisboa: Por que tive certeza da minha vocação. Em março de 2010, tive uma proposta de trabalho em uma empresa pública de comunicação, o emprego desejado por todos. Nunca meu telefone tocou tanto à procura de meus bolos e, por falta de tempo e pela primeira vez, recusei as encomendas. Menos de um mês depois, pedi demissão. Resolvi apostar integralmente na confeitaria.

Nobres Mulheres: Conte um pouco da história Fátima Lisboa Bolos?

Fátima Lisboa: Trabalhei na cozinha de minha casa por mais de dez anos e não havia mais capacidade física para atender à demanda. Um de meus primeiros clientes e amigos apostou em nós, ajudando financeiramente a abrir nosso negócio. Hoje, disponho de uma cozinha com uma área de trabalho de aproximadamente 50 metros quadrados e com os equipamentos básicos de uma cozinha industrial.

Iniciamos com as tortinhas e bolinhos individuais e passamos aproximadamente dez bolos por mês. Era uma renda insuficiente. Por alguns anos, tivemos outros trabalhos. A culinária ficava como complemento do orçamento. Hoje, fazemos em média 200kg de bolos mensais, além de outros produtos, como sobremesas, docinhos e salgados.

Nobres Mulheres: Quais foram as principais dificuldades no início?

Fátima Lisboa: O capital de giro e, principalmente, mão-de-obra especializada.

Nobres Mulheres: Que tipo de aprendizado um empreendedor pode absorver a partir dos percalços?

Fátima Lisboa: O maior aprendizado é de que nada se faz sem persistência.   Você também fica mais atenta aos erros de maneira a corrigi-los e tocar em frente.

Nobres Mulheres: O que você precisa fazer para se destacar em um mercado tão concorrido, como o de doces, por exemplo?

Fátima Lisboa: Em primeiro lugar, a qualidade e a alegria do que se faz, de modo a passar isto para o resultado final. Acredito, verdadeiramente, que o amor que tenho pelo que faço é transmitido aos meus clientes através de meus produtos.  De alguma forma, sou representada por meio de meus produtos nos melhores momentos da vida das pessoas, batizados, casamentos, aniversários, encontros de amigos, enfim.  Estou muito feliz por essa confiança.

Nobres Mulheres: Recentemente, você foi a estrela do filme da Feira do Empreendedor 2015, que ocorreu em São Paulo. Tornou-se uma espécie de garota-propaganda do evento. Como você reagiu ao convite?

Fátima Lisboa: Honrada e orgulhosa. A proposta veio como um presente de Deus em reconhecimento pela forma como encaramos os desafios: com amor e força.

Nobres Mulheres: Na sua opinião, por que você acha que o Sebrae a escolheu em meio a inúmeras empreendedoras no Brasil?

Fátima Lisboa: A indicação para a campanha da Feira do Empreendedor 2015 foi feita pelo Sebrae-SP devido ao fato de participarmos do Receita de Sucesso, assim como outras ações. Sempre buscamos o Sebrae-SP como parceiro, implementando as orientações recebidas nas consultorias, palestras, programas, etc. Além disso, essa entidade reconhece e valoriza aqueles empreendedores que se destacam no mercado. Acredito que, no nosso caso, tenha sido avaliado qualidade e atendimento.

Nobres Mulheres: Quais dicas você dá para quem sonha em ter um negócio próprio?

Fátima Lisboa: Em primeiro lugar, a certeza que a escolha de seu negócio é o ramo que mais lhe trará prazer. Em segundo lugar, use o auxílio do Sebrae, sempre pondo em prática o aprendizado obtido por meio desta relação.

Nobres Mulheres inicia nova etapa e passa a contar histórias de empreendedoras

A partir de amanhã (31 de março), o Blog Nobres Mulheres inicia uma nova etapa. O espaço dedicado a dar dicas, apresentar livros e abordar tudo o que acontece no mundo do empreendedorismo ganhará mais um atrativo: também vai mostrar o dia a dia das empreendedoras no espaço “Mulher que faz acontecer”.

A cada 20 dias, o blog fará entrevistas com mulheres que realizaram sonhos, superaram obstáculos e hoje são empresárias de sucesso nos mais diversos setores da economia nacional. A primeira entrevistada será Fátima Lisboa, que é dona de uma confeitaria em São Paulo e se tornou garota-propaganda da Feira do Empreendedor 2015.

“Espero que essas histórias, assim como a minha, inspirem outras mulheres, que desejam ter seus próprios negócios. Ser empreendedora requer vontade, disciplina, insistência e paixão pelo que faz. Isso que vamos abordar nas entrevistas”, assegura Eliane Nóbrega, que veio da Paraíba, trabalhou como diarista e jamais desistiu o seu sonho.

Eliane NóbregaHoje, além de ser a idealizadora do blog Nobres Mulheres, ela comanda a Nobre Demolidora, empresa do setor da construção civil, com atuação nas áreas de demolição, terraplanagem, desmonte de estruturas e escavações. Envie sua história para a gente. Sua história pode ser a próxima a fazer parte do Blog Nobres Mulheres e também mostrar que é uma ‘mulher que faz acontecer’.

6 lições de Jorge Paulo Lemann para empreendedores

Jorge Paulo Lemann

Jorge Paulo Lemann

“Acho que seu sonho de conquistar os mercados do Brasil e América Latina é um pouco limitado… eu olharia para o mundo”. Foi assim que Jorge Paulo Lemann respondeu a um empreendedor que perguntava sobre a expansão de sua empresa em uma sessão de mentoria coletiva promovida pela Endeavor, no início de março.

Jorge Paulo Lemann e seus sócios Beto Sicupira e Marcel Telles são donos de algumas das maiores empresas do mundo e praticam diariamente o lema “Sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho”. Ele diz ter três metas de vida: deixar algum marco significativo na área de educação, empresas sólidas com possibilidades de se perpetuarem e uma família produtiva que tenha responsabilidade sobre aquilo que receber.

Lemman acredita profundamente na educação e no  empreendedorismo como a base para um país andar para frente. Não é à toa que se dedica a projetos como a Fundação Estudar, Fundação Lemann, Khan Academy e a própria Endeavor. Em uma sessão de mentoria coletiva com alguns Empreendedores Endeavor, Jorge Paulo ouviu desafios e perguntas, compartilhou histórias e deu conselhos com uma simplicidade admirável.

1. Crise não é motivo de desespero

“O Brasil nunca é tão bom quanto poderia ser, mas também não é tão ruim quanto falam. Podemos não estar no melhor momento, mas as maiores operações que tivemos foram em época de crise. O mercado e os empreendedores do Brasil são muito bons, então é melhor olhar para frente, ver como aproveitar qualquer dificuldade e o que é possível fazer a mais”.

2. Quando for buscar investimento, não olhe só para o dinheiro

“Gosto de sócio que trabalha e contribui. Como empreendedor, eu olharia para um investidor de Private Equity ponderando se ele quer apenas colocar dinheiro ou se será um sócio que vai trazer algo a mais – algum know how específico, se tem um outro investimento parecido que possa trazer experiências… Quanto ao momento certo para abrir as portas, quanto mais conseguir engordar o porquinho antes de buscar dinheiro dos outros, melhor. E se for buscar, não olhe só para o dinheiro, entenda o que de valor ele poderá agregar ao negócio”.

3. Equilibre a vida pessoal e profissional

“Sou um cara muito organizado e disciplinado. Sempre pratiquei esporte, pelo menos uma hora por dia, seja o que estiver acontecendo no mundo. Além disso, sempre fui muito participativo com a minha família, deu tempo de fazer e criar seis filhos. Um certo equilíbrio é importante. Delego muito: nunca fiz questão de ser o cara que fazia tudo. Gastei mais tempo escolhendo e formando gente muito boa, para eventualmente dar oportunidades a eles e ter mais tempo para mim.

O segredo talvez seja ter uma mistura de disciplina e regras com base no que se quer fazer (e pessoas são diferentes, então tem que fazer regras que façam sentido para você) e ter equipes que possam transformar uma empresa”.

4. Formar gente boa é o melhor negócio que se faz

“O empreendedor tem que dar grande importância ao tópico de gente. Geralmente, ele olha mais para custos e vendas e contrata alguém de RH para se ocupar do assunto. Gente é algo em que o dono tem que estar envolvido.

Na época do banco, eu entrevistava 1.000 pessoas por ano e as acompanhava. Hoje em dia, a AB InBev tem 150 mil pessoas e, até quando vai para a China, o Conselho vai tomar café com os trainees de lá; é essencial essa mentalidade de que gente é realmente importante. O Carlos Brito, CEO, também é extremamente ligado: ele sabe de cor a lista dos ‘High Potentials’ da empresa, tem uma ideia de quais são os trainees bons, onde estão, e como estão evoluindo. O Conselho discute uma vez por ano as 500 principais pessoas da empresa, o que elas têm de bom e em que precisam evoluir.

Gente é tão importante quanto vender, é tão importante quanto produzir barato. E se delegar para alguém, provavelmente não vai dar certo”.

5. Cultura não se impõe, cria-se em conjunto

“Nós temos programas de trainees nos EUA, China, Europa… Então apesar de sólida e firme, nossa cultura nem é mais brasileira, mas sempre foca em formar gente boa.

Sempre dedicamos um esforço enorme para treinar pessoas novas. Quando fomos para a Argentina (na compra da Quilmes), mandamos vários brasileiros que tinham sido ‘criados em casa’. Para os EUA, foram 100 pessoas de todo o mundo, mas já dentro da nossa cultura. No entanto, em nenhum lugar chegamos impondo que ‘nossa cultura vai ser assim’. Falamos ‘a nossa é assim, como é a de vocês?’, e a partir daí desenhávamos uma cultura organizacional comum.

Toda empresa tem gente boa e gente ruim: você tem que saber diferenciar o quanto antes e tomar as medidas necessárias, mesmo que termine em demissão. Em uma fusão nos Estados Unidos, por exemplo, entrevistamos as 400 pessoas do topo da empresa e ficamos com 200, mais ou menos. O foco é remar junto, e tem funcionado bem assim”.

6. Venda seu sonho grande

“Sempre vendi o sonho muito maior do que o tamanho da empresa; é claro que se você vende um sonho que não chega nem perto da realidade, a turma não acredita. Se você vende o sonho que é difícil, mas que é atingível, melhor. Assim, você vai aumentando de sonho em sonho, engajando todo mundo, conforme a empresa cresce. Nós gostamos de metas anuais ‘esticadas’. Tem que ser esticada, mas não impossível”.

Fonte: Endeavor

8 mitos que muitos empreendedores ainda acreditam

 

empreendedora negóciosA maioria dos brasileiros sonha em empreender, mas ainda não está preparada para tirar a ideia de negócio do papel. Alessandro Saade, professor do Master em Empreendedorismo e Novos Negócios da BSP – Business School São Paulo, conta que muitas pessoas têm a ilusão de que a sua ideia é exclusiva. “Alguém pode estar fazendo a mesma coisa que você em qualquer lugar do mundo. Evoluir a ideia que é o diferencial”, afirma.

João Bonomo, professor de empreendedorismo do Ibmec/MG, conta que muitos empresários preferem trabalhar sozinhos e acham que essa é a melhor maneira. Entretanto, é preciso ter uma equipe unida para que uma empresa possa crescer de maneira saudável. “Eu que tive a ideia, eu que executo e não preciso de mais nada. É muito raro alguém que consegue trabalhar sozinho assim”, completa.

Para Guilherme Junqueira, gestor de projetos da ABStartups, muitos donos de pequenas empresas ou startups acreditam que podem crescer sem planejar ou pesquisar sobre o mercado. Veja outros mitos que muitos empreendedores ainda acreditam.

1. Minha ideia de negócio não precisa de ajustes

Empreendedores que se recusam a aceitar de que sua ideia de negócio ou empresa não é perfeita precisam parar um momento e refletir. “Dificilmente o negócio vai ser o que a sua ideia foi. Para tirar a ideia do papel, o empreendedor já vai ter que adaptar e fazer concessões”, explica Saade. Receber críticas é difícil, mas determinados ajustes podem contribuir para que o negócio ou produto fique ainda melhor.

2. Vou ganhar muito dinheiro com a minha empresa

Muitos empresários têm a ilusão de que basta ter uma boa ideia de negócio para ganhar o mercado rapidamente e faturar muito. “Não é bem assim, isso é um mito. Os casos são raros”, afirma Bonomo.

Para Saade, existe ainda aquele empreendedor que acredita que todo o dinheiro do caixa da empresa é dele. “E tem a falsa sensação de que o capital é dele e pode ser usado. A questão do ganhar dinheiro é muito relativa”, diz.

3. Sou o meu próprio chefe

Ser dono de uma empresa demanda muita responsabilidade e ser chefe não é uma tarefa fácil. “Não tem que prestar conta para ninguém, mas na verdade passa a ter muitos outros chefes, por exemplo, os clientes do seu negócio”, afirma Saade. Além disso, o empreendedor passa a ser responsável pela sua equipe e por qualquer outro problema que acontecer no seu empreendimento.

4. Não tenho concorrentes

Ninguém tem o mesmo produto ou serviço que o seu? Impossível. Para Bonomo, um dos principais erros de empreendedores é o de achar que seu negócio é exclusivo e não tem concorrentes. “O que diferencia as empresas é a capacidade de execução”, resume.

5. Não posso contar minha ideia para ninguém

Muitos empreendedores gostam de guardar segredo e evitam falar sobre o seu produto ou serviço. Para Saade, quanto mais o empreendedor falar sobre a ideia, melhor ela fica. “Ela vai ser criticada e ele terá que pedir ajuda para melhorar”, ensina. Determinadas questões podem não ter passado pela mente do empresário.

6. Eu consigo fazer tudo sozinho

Comandar uma empresa sem a ajuda de um sócio é possível, mas não é fácil. “Buscar ajuda não é uma coisa ruim. O empreendedor sozinho não conseguirá ir mais rápido ou mais longe”, afirma Saade.

Para Junqueira, escolher bem os sócios também contruibui para o sucesso do negócio. “Hoje você vê várias empresas que não dão certo porque escolhem mal o sócio. Família e amigos nem sempre devem ser a primeira opção”, explica.

7. Conheço muito bem o mercado

Consumir um produto ou ser cliente de um serviço não significa que você conhece realmente bem o mercado que deseja atuar. “O mercado se transforma sempre e não é porque você tem experiência que você vai conseguir se posicionar bem”, afirma Bonomo. Por isso, a pesquisa é essencial para o planejamento e andamento de qualquer tipo de negócio.

8. Minha empresa é um sucesso porque está na mídia

O reconhecimento de uma empresa pode vir de várias maneiras e, para alguns empreendedores, a presença na mídia é uma delas. Muitas vezes, essa presença demanda investimento e não garante um aumento nas vendas, por exemplo.

Para Junqueira, donos de pequenas empresas com dificuldade de caixa não deveriam patrocinar eventos ou investir em brindes caros. “Ter uma conta azul que é sucesso e não basear em métricas da vaidade. É preciso saber o que é prioridade e não gastar com coisas que não vão ajudar o negócio”, afirma.

Fonte: Exame

10 hábitos que podem atrapalhar o sucesso de empreendedores

negócios

O comportamento do empreendedor pode definir o sucesso ou o fracasso da empresa. Por isso, é preciso prestar atenção em algumas atitudes que podem interferir negativamente na vida e no negócio de um pequeno empresário.

Com a ajuda de Maria Rita Spina, diretora executiva da Anjos do Brasil, Conrado Adolpho, especialista em negócio digital, Luiz Guilherme Manzano, diretor da área de Apoio aos Empreendedores da Endeavor, e Fernando Rivera, CSO da Start You Up, a EXAME.com listou os principais maus hábitos dos empreendedores.

1.    Centralizar todas as tarefas

Ter uma rotina produtiva é essencial na vida de qualquer empreendedor. “Uma das coisas que interferem na produtividade é a centralização, o empreendedor não delegar funções e buscar estar presente em todos os momentos da empresa”, afirma Maria Rita.

2.    Não ter foco

Ter foco ajuda a nortear as decisões dos pequenos empresários. “Se ele não sabe onde quer chegar, ele não sabe como planejar o seu negócio. Ter um objetivo claro é super importante”, explica Adolpho. Para Rivera, nenhum negócio tem sucesso sem o acompanhamento e a atenção do empreendedor.

3. Ser otimista demais

Excesso de otimismo por parte do empreendedor pode interferir negativamente na administração do negócio. “Faz mal para o negócio porque ele sempre vai achar que será a exceção. Encare todos os problemas e tenha como base números e fatos”, recomenda Adolpho. “O otimismo excessivo atrapalha no planejamento de tempo e energia necessários às atividades”, completa Maria Rita.

4. Ter medo de crescer

Empreendedores de sucesso sempre estão em busca de oportunidades para desenvolver sua empresa. Por isso, é preciso refletir quando recusar determinadas oportunidades passa a ser um hábito. “É a questão de ter medo de deixar de ser sustentável e perder a noção do tamanho do negócio”, afirma Adolpho

5. Criticar e reclamar muito

Criticar o mercado, os concorrentes e até mesmo os clientes não deveria ser um hábito de pequenos empresários. Para Adolpho, a crítica excessiva faz com que o empreendedor não consiga olhar para os próprios problemas. “O empresário tem que assumir a responsabilidade e terceirizar o problema não ajuda em nada”, diz.

6. Não ouvir as pessoas

Muitas vezes, empreendedores se fecham e esquecem de ouvir as pessoas importantes para sua empresa. “Ele tem que ouvir todo mundo, fornecedor, investidor e cliente. Sejam críticas, problemas ou sugestões”, afirma Manzano. Para Rivera, escutar conselhos de mentores é essencial e pode ajudar a melhorar o negócio. “Eles sabem muito bem administrar seu financeiro, implementar práticas eficazes de marketing e como também encantar clientes”, ensina

7. Se descontrolar facilmente

Saber lidar com as emoções em momentos críticos é indispensável para quem deseja ter sucesso como empreendedor. “É preciso ter cabeça fria para analisar o cenário. Caso contrário, você acaba sucumbindo à pressão”, afirma Adolpho.

8. Deixar a capacitação de lado

Falta de tempo não deveria ser desculpa para empresários deixarem de ir a workshops, palestras ou feiras. “Um dos grandes obstáculos de uma aceleradora é fazer o empreendedor entender que precisa se preparar para desenvolver uma visão de 360 graus sobre seu negócio”, afirma Rivera. O primeiro passo é descobrir quais habilidades ele precisa desenvolver.

9. Sacrificar a vida pessoal

O empresário não deve deixar que o negócio controle sua vida. Especialistas afirmam que é preciso ter um plano de negócio e um plano de vida. Empreendedores devem reservar um tempo para ficar com a família, administrar a empresa e para cuidar da própria saúde.

10. Não cuidar da gestão de pessoas

Ter uma equipe unida e motivada é essencial para o sucesso de qualquer tipo de negócio. Entretanto, muitos empreendedores ainda não percebem que é preciso acompanhar de perto os seus colaboradores. “As pessoas que estão por trás de todos os processos da empresa. Cuidar do marketing, das vendas e não cuidar da gestão das pessoas é um erro”, afirma Manzano.

Fonte: Exame.com

Que tipo de empreendedor você é?

comunicação

Assim como nenhum negócio é exatamente igual a outro, não existem dois empreendedores iguais. Mas é possível classificar os donos de empresas em algumas categorias distintas, de acordo com o seu estilo de gestão. No ano passado, o site “All Business” listou seis tipos diferentes de gestores: o conservador, o nazista, o afável, o homem de família, o colaborador e o conectado. Leia as descrições a seguir e descubra qual deles se encaixa mais com seu jeito de tocar o negócio.

1. O conservador

Você usa o mesmo celular há anos, e nunca colocou as mãos em um tablet. Já ouviu falar em empreendedores que usam programas de gestão, mas acha que eles são um desperdício de tempo e dinheiro, já que as velhas planilhas Excel resolvem muito bem o problema. Sua maior preocupação é economizar: nada de publicidade, poucos funcionários, nenhuma consultoria externa. Expandir? Nem pensar: tudo que você quer é levar seu pequeno negócio em paz. Talvez esteja na hora de chacoalhar o seu velho mundinho e injetar algumas ideias novas no negócio.

2. O afável

Você identificou um nicho de mercado e seu objetivo é atendê-lo, com base na sua paixão e experiência. Você criou um ambiente agradável para você e seus funcionários e clientes, que se sentem acolhidos. Todos querem trabalhar com você, porque você é tão gentil e afável. Claro que o negócio poderia se expandir, ou adotar o sistema, mas pra que fazer isso? Você perderia sua segurança, certo? Errado. Está na hora de assumir alguns riscos e realizar todo o potencial da sua empresa.

3. O homem de família

Sua avó cuida do refeitório, sua esposa organiza os eventos, suas sobrinhas e sobrinhos trabalham com marketing/servem as mesas/atendem o telefone. Quando alguém se casa, vira funcionário. Você nunca contratou ninguém de fora. Para que serve a família, senão para contruir, unifs, o sucesso do negócio? E se existem dezenas de erros sendo encobertos, bom, ninguém tem nada a ver com isso. É um assunto de família. A não ser, é claro, que esses erros comprometam as finanças da empresa – e aí pode ser tarde demais.

4. O colaborador

Você trabalha bem com outras pessoas e adora ser parte de um time criativo. Lida bem com opiniões divergentes e adora uma boa discussão. Seu maior talento está em encontrar pessoas que se encaixam no negócio, para depois dividir com eles as responsabilidades e as recompensas. O problema é que, quando as coisas dão errado, seu primeiro impulso é culpar o time. Talvez esteja na hora de aprender que algumas coisas não devem ser divididas.

5. O conectado

Você entende de networking como ninguém. Conhece todos os jogadores na sua área e não se importa de ajudar os colegas. Participa de eventos de caridade, fóruns de discussão, associações etc. Sabe o nome de seus maiores clientes e interage com eles nas redes sociais. Você está em todo lugar, de tal maneira que se tornou indispensável para a sua comunidade. Até aí, tudo certo. Só precisa aprender a ter alguns momentos de isolamento, para esvaziar a mente e deixar as novas ideias chegarem.

6. O trator 

Você é bom no que faz – o melhor, na verdade. Espera perfeição de você mesmo e também dos seus funcionários e fornecedores. Qualquer erro é capaz de tirar você do sério: afinal, você é um artista, e nenhuma pincelada pode estar fora do lugar. Você acha que seu talento é desperdiçado com seus clientes, já que a maioria deles são idiotas. Eles não sabem o que querem, não conseguem se decidir e só reclamam. Que tal parar de olhar para o próprio umbigo e ouvir o que eles estão dizendo?

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

10 estratégias infalíveis de marketing

reunião marketing

O consultor BJ Bueno, fundador da The Cult Branding Company (que tem entre seus clientes a Coca-Cola), e Dave Ratner, presidente da cadeia de pet shops Dave’s Soda & Pet City, se juntaram no palco da NRF na tarde de ontem para dar dicas de marketing aos varejistas. Segundo eles, existem dez maneiras infalíveis de conquistar novos consumidores.

1. Adote ações de marketing não-convencionais 

Em novembro do ano passado, a loja de departamentos Macy’s elaborou uma tática pouco ortodoxa: em vez de expor artigos tradicionais na vitrine de sua loja em San Francisco, colocou ali gatos e cachorros que esperavam uma adoção. O público adorou e fez fila, tanto para adotar quando para comprar. Esse tipo de medida faz com que as pessoas se apaixonem pela sua marca.

2. Coloque sua loja no mapa 

Utilize os mecanismos de busca de maneira inteligente. Cada vez que um usuário procurar sua loja, a primeira coisa que deve aparecer na tela é um mapa indicando sua geolocalização. É possível fazer isso gastando bem pouco.

3. Lance um vídeo viral 

Ninguém sabe qual a fórmula do viral, mas existem algumas boas pistas. Ele precisa ter humor; as cenas devem passar espontaneidade; e o conteúdo precisa provocar identificação com o cliente. Alerta: faça piadas com você mesmo ou com a empresa, mas jamais com o cliente. Se ofender alguém, o tiro sai pela culatra.

4. Use e-mail marketing 

Muitas pessoas consideram o recurso ultrapassado, mas a ferramenta funciona, desde que usada adequadamente. A Nike, por exemplo, manda e-mails personalizados, com produtos que interessam àquele cliente em particular. Detalhe: as mensagens devem ter como foco o relacionamento, e não as vendas.

5. Faça liquidações participativas 

Em vez de apenas comercializar produtos com desconto, ofereça algo a mais – se for uma loja de alimentação, forneça receitas, ou ensine a combinar vinhos e pratos. Se for de moda ou beleza, dê dicas de tendências. Faça o cliente sentir que está participando daquele momento especial.

6. Tire proveito dos blogs 

Encontre blogs com poder de influência, relacionados à sua área de atuação. Procure blogueiros que sejam formadores de opinião e estabeleça parcerias. Dessa maneira, poderá atingir seu público de forma orgânica e eficiente. Existem agências digitais que ajudam na tarefa de encontrar a melhor mídia.

7. Invista na sazonalidade 

Aproveite um feriado, uma mudança de estação, férias ou datas marcantes para promover suas mercadorias. Se não há nenhuma data em vista, seja criativo e invente uma. Funcionou para o Alibaba, que inventou o Dia do Solteiro.

8. Aposte nos display ads 

Os anúncios que seguem o usuário onde quer que vá são ferramentas eficientes de convencimento. Se ele precisa do que você está oferecendo, vai acabar comprando. O único perigo é seguir a pessoa errada, que simplesmente digitou uma palavra sem querer.

9. Forme sua tribo 

Nada mais cativante do que fazer com que seu cliente acredite que faz parte de um grupo especial, com uniforme, gostos e hábitos próprios. A Ikea estimula seus compradores a usarem amarelo, considerada a cor da marca.

10. Promova ações sustentáveis 

Use seu ponto de venda para criar iniciativas que tragam benefícios claros para a comunidade – e mostre para os seus clientes que está fazendo o bem.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

5 maneiras de economizar o dinheiro do seu negócio

empreendedora

O ano já começou e você com certeza fez muitos planos para a sua empresa: economizar dinheiro, sem dúvidas, está na sua lista de prioridades. Mas você está fazendo isso corretamente? Para ganhar dinheiro é preciso gastar dinheiro. Mas quando o empreendedor está muito ansioso para expandir, pode acabar comprometendo a saúde financeira do negócio.

Conheça, agora, cinco maneiras eficientes de economizar dinheiro e garantir a segurança para seus investimentos.

1 . Repense suas despesas

Analise sua empresa para identificar quais setores estão com problemas e onde pode haver oportunidades boas para você economizar dinheiro. Investir em parceiros e funcionários eficientes pode dar maiores ganhos do que contratar novas pessoas, por exemplo.

2. Faça sua equipe pensar como empreendedores

Essa é com certeza a prática mais importante para dinheiro. Se as pessoas não estão pensando no melhor para a empresa, então nada vai funcionar direito. Dê responsabilidade para cada um da equipe e mostre que todos têm igual importância. Desta forma, a produtividade, a satisfação e a eficiência vão aumentar.

3. Cresça junto dos seus parceiros

Ninguém consegue crescer sozinho. Procure por parceiros que complementem o seu serviço e possuam públicos alvos similares. Parcerias como essa proporcionam oportunidades de crescimento mútuo, e no futuro podem ser úteis.

4. Use a sua liderança como exemplo

O comportamento de um líder influencia todas as pessoas à sua volta. Você não precisa gastar seu dinheiro em hotéis caros ou coisas de luxo porque é um executivo. Mostre para as pessoas a importância da consciência financeira na vida pessoal e nos negócios. Se os seus funcionários veem você gastando dinheiro de qualquer forma, como esperar que eles não façam o mesmo?

5. Colete dados importantes

Durante muitos anos a análise mais profunda de dados foi sinônimo de ferramenta exclusiva para grandes empresas. Entretanto, hoje já existem diversos programas e aplicativos úteis para todo o tipo de empresa. Coletar e analisar os dados ajuda a identificar se os recursos estão sendo usados de forma ineficiente e como podemos investir.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

10 frases para a empreendedora refletir sobre seu negócio

força  inspiração

“Não tenha medo de cometer erros. Tenha medo de não aprender com eles”
Peter Jones, empresário britânico na área de telecomunicações

“Existe apenas um chefe: o cliente. E ele pode demitir todos de uma empresa, até o dono, simplesmente gastando o seu dinheiro em outra coisa”
Sam Walton, fundador do Walmart

“Já que você tem que pensar de qualquer forma, pense grande”
Donald Trump, empresário norte-americano, fundador da Trump Entertainment Resorts, que opera cassinos e hotéis

“Todos os humanos são empreendedores. Não porque eles deveriam fundar empresas, mas porque a vontade de criar está dentro do DNA do homem”,
Reid Hoffman, fundador LinkedIn

“Não acho que devemos imputar a responsabilidade para o governo, temos de partir do princípio de que a inovação pode partir da gente.”
Bento Koike, fundador da Tecsis

“Um erro é a coisa mais valiosa que se pode fazer. Não se aprende nada sendo perfeito”
Adam Osborne, criador do primeiro computador pessoal portátil em 1981

“Sorte é quando se ganha na loteria. No mercado corporativo, é tudo uma questão de competência”
Walfrido dos Mares Guia, fundador da Kroton

Gerir um botequim e uma grande empresa dá o mesmo trabalho? “Depende: fazer bem feito sempre dá o mesmo trabalho”
Rubens Ometto, fundador Cosan

“É melhor aproximadamente agora do que exatamente nunca”
Nizan Guanaes, publicitário. Grupo ABC

“Uma pergunta comum nos negócios é: por quê? Essa é uma boa pergunta, mas um questionamento igualmente válido é: por que não?”
Jeff Bezos, CEO da Amazon

3 maneiras criativas de manter os seus funcionários empolgados

criatividade

Não importa se você está à frente de uma startup ou de uma das maiores companhias do mundo: o ânimo da sua equipe pode fazer uma grande diferença entre o sucesso e o fracasso. As pessoas querem saber porque elas estão indo ao trabalho todos os dias e querem sentir que estão fazendo a diferença.

Para Billy Parish, co-fundador e presidente da Solar Mosaic, e Dav Aujla, fundador da DreamNow – ambos colunistas do site da revista americana INC. – manter os funcionários estimulados é uma questão central.

Ajudar as pessoas a se conectar com um propósito não vai só ajudar você a reter e atrair os melhores profissionais, mas também criar um ambiente de surgimento de novas ideias que vão melhorar a economia da sua companhia e fazer o bem pelo mundo”, afirmam.

Abaixo, eles listam três formas criativas de manter os colaboradores interessados em fazer seu trabalho e ajudar a sua empresa a crescer:

1. Cultive histórias sobre as pessoas
Esse princípio clássico de organização comunitária foi aplicado de maneira brilhante pela campanha de Obama nas eleições de 2008. Ao invés de treinar voluntários para memorizar um script de porque Obama era brilhante, eles organizaram voluntários para falar sobre as suas próprias experiências com o candidato e contar porque haviam se juntado à campanha.

Estimule seus funcionários a contar histórias sobre si mesmos, que reflitam o porquê eles estão envolvidos, porquê o trabalho foi importante e quais foram os momentos chave que os levaram até aquela conjuntura.

2. Contextualize a sua missão
Qual é o negócio da sua companhia? Como as pessoas tentaram resolver essa questão no passado? Ajudar os seus funcionários a se identificar com a história da sua companhia estimula a criar um cenário de identificação.

Esse é o sentido que move as pessoas que fazem pesquisas sobre genealogia e a origem de suas famílias. Descobrir as ligações passadas e histórias de antepassados pode ajudar a estabelecer essa relação familiar de importância e responsabilidade para o trabalho que virá pela frente.

3. Estimule o empreendedorismo dentro da empresa
Empreendedores são indivíduos que ajudam a redesenhar uma companhia para uma forma melhor de fazer negócios. Seu trabalho é criar um ambiente que seja favorável a esse espírito empreendedor através da criação de processos para reunir, organizar e agir sobre as melhores idéias que vêm de funcionários de toda a empresa. Como um empregador, é sua responsabilidade conectar as mentes dos empregados encorajando-os a ter ideias novas para o benefício de toda a empresa.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios