Todo mundo deveria ter um plano B, recomenda professor

planejamento negóciosO cenário para o mercado de trabalho não é nada animador. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) o Brasil sofrerá um aumento do desemprego durante três anos. Com esse cenário pessimista, o Estadão PME conversou com um professor da área para dar dicas para quem foi surpreendido com a demissão e enxerga na abertura do próprio negócio um caminho animador.

No Brasil, a última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostra que o empreendedorismo por oportunidade é crescente e atinge 71,3% dos negócios em estágio inicial, o melhor índice desde o início da pesquisa há 12 anos. Mas ainda 28,7% optaram pelo caminho do negócio próprio por necessidade. Escolha apontada como perigosa pelo diretor da Faculdade de Administração da Faap, Silvio Passarelli. Ele defende que todas as pessoas deveriam ter um plano B, e muitas vezes, esse plano inclui abrir o próprio negócio.

O professor é defensor do empreendedorismo por oportunidade devido a possibilidade de identificar uma oportunidade de mercado e fazer um plano de negócios, o que garante um grau maior de sucesso. O perigo de empreender por necessidade é justamente não tomar os cuidados necessários antes de abrir o negócio. “Todo mundo por obrigação tem que ter um plano B. Porque acontecem coisas absolutamente imprevistas na vida da gente. Se não tiver um plano B, você sai atabalhoadamente tentado buscar esse plano e é exatamente essa pressa que acaba levando você ao fracasso”, alerta.

Para quem não se preparou e mesmo assim resolveu empreender por necessidade, o professor dá três dicas:

1 – Procure um sócio

Se você não tem um plano B e nunca pensou em um negócio, a dica é procurar um sócio que tenha essa ideia pré-formatada. “A gente tem mania de dizer que todos os negócios têm que começar comigo e acabar comigo. Não é assim”, afirma Passarelli. O especialista recomenda que o profissional converse com as pessoas próximas para saber se alguém tem a intenção de abrir uma empresa, mas ainda não abriu porque está sem dinheiro ou porque precisa de alguém para ajudar no comando. “A busca de um sócio pode ser uma grande alternativa”, diz.

2 – Proteja o investimento

É preciso tomar o maior cuidado possível e proteger o investimento. Passarelli recomenda que o empreendedor não faça dívidas por causa das altas taxas de juros. A ideia é minimizar riscos. Caso o negócio não dê certo, pelo menos, o empreendedor não gastou todo seu patrimônio.

3 – Cuidados com negócios da moda

O professor alerta que os negócios que estão na moda costumam ser traiçoeiros. Como a maioria dos negócios não tem barreiras de entrada, nunca se sabe quantos investidores apostarão no negócio. “No momento que muitas pessoas resolvem apostar nessa ideia, o mercado pode se tornar desfavorável de uma hora para outra”, alerta. “As pessoas às vezes olham o empreendimento como uma alternativa romântica: ah, se não der nada certo, se eu não arrumar um emprego, eu monto um negócio para mim. Não é tão simples assim”, afirma.

Fonte: Estadão PME

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