6 razões para acreditar que sua empresa pode ter sucesso na crise

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O cenário atual no Brasil é de crise. Crise econômica já que o PIB não cresce, a inflação sobe e o Real se desvaloriza. Crise política pois ministros foram presos, dezenas de políticos acusados e gestores de empresas públicas devolveram centenas de milhões de dólares que assumiram terem desviado. Crise institucional, afinal brasileiros de diferentes orientações políticas e classes estão indo as ruas para protestar. E você como empresário, executivo e empreendedor deve fazer o quê?

Ficar reverberando a crise não adianta nada. Confesso que ela gera uma sensação de identidade, à medida que você conversa com sua equipe, clientes e amigos e todos sentem a mesma coisa. Mas de prático, para sua carreira e sua empresa, há outra alternativa mais eficiente: entender o que as crises representam e como você não pode deixar essa passar sem se beneficiar da mesma. Não é à toa que, no ideograma chinês, crise envolve perigo e oportunidade conjuntamente representados. Ou, como diria um filósofo do cotidiano, “enquanto uns choram, outros vendem lenço”.

Essa não é a primeira nem a última crise pelo qual passaremos. A crise dos anos 80, da Russia e da Ásia nos anos 90, o boom das pontocom em 2000 ou o crash das hipotecas subprime de 2008 deixaram alguns aprendizados que você não pode descartar.

1. Crises não impactam a todos da mesma forma

Há setores mais e menos ameaçados com o cenário atual de crise. Em cada setor, aqueles que estão com suas competências consolidadas, com seu core business robusto, podem não apenas se defender, como devem buscar inovar em tempos de crise.

2. Crises causam alterações nas posições de liderança

Se você é um desafiante, vai logo saber que desbancar uma grande empresa da liderança requer inovações. As crises trazem transformações nas prioridades dos consumidores, no uso de tecnologias e nas forças das empresas líderes o que ocasiona alterações entre os líderes.

3. Crises evidenciam ineficiências escondidas

Os períodos de bonança são momentos naturais de busca de novas oportunidades e de maior leniência com aquilo que já poderia ter sido corrigido. Crises tornam evidentes as suas deficiências e a de seus concorrentes.

4. Crises favorecem decisões impopulares

Tive a oportunidade de participar de um evento com Jack Welch no qual ele destacou que “somos gestores para tomar as decisões necessárias e não para receber aplausos”. Vivemos um ambiente no qual todos querem ser bem vistos o que nem sempre gera as melhores decisões. Crises são momentos propícios para que as decisões sejam tomadas independente de sua popularidade.

5. Crises abrem espaço para aquisições não convencionais

Em ciclos de crescimento, todos são compradores, o que dificulta fusões e aquisições. Os momentos de crise são oportunidades para desenhar articulações inovadoras com players antes desconsiderados. Verdade que, se não estiver consolidado, poderá ser você o alvo potencial!

6. Crises são o momento de semear seu futuro

Seu desempenho pós crise depende de como você entrou no período de crise e daquilo que fez durante. Semear oportunidades de inovação futura em momentos de crise fará com que você reforce suas perspectivas e saia da crise ainda mais forte.

Não deixe se contaminar pelas manchetes de jornal. Analise pontualmente sua situação. Identifique suas forças e debilidades. Perceba as oportunidades e plante suas grandes apostas. Como disse o filósofo americano Ralph Waldo Emerson, “tempos ruins têm um valor científico. Essas são situações que um bom aprendiz não irá deixar passar”.

Não deixe passar essa oportunidade. Saiba qual o impacto potencial no seu negócio. Veja se não é o momento de atacar o líder ou fazer boas aquisições. Não tenha medo das decisões impopulares. Cuide das suas ineficiências e plante o futuro. Nunca se sabe quando uma nova crise virá para oportunizar bons movimentos estratégicos. Até a próxima inovação!

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

8 mandamentos para a empreendedora ter sucesso nas redes

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Ter um perfil nas redes sociais é uma maneira barata de pequenas empresas atraírem novos consumidores e manterem o contato com os antigos. Mas, se o empreendedor não se preparar, essa divulgação pode destruir a imagem do negócio.

Para Alexandre Marquesi, professor de e-commerce e redes sociais da ESPM, a palavra de ordem das redes sociais é relacionamento. Por isso, na hora de ter uma presença online, a empresa deve saber exatamente o que está fazendo e por quê. “É um processo que requer muito cuidado. A empresa precisa estar preparada estrategicamente”, afirma.

O empreendedor pode usar as redes para conhecer pessoas que opinam sobre a empresa, diz Rose Naves, coordenadora da pós-graduação em Assessoria de Comunicação e Mídias Sociais da Universidade Anhembi Morumbi. Assim, o negócio captura ideias interessantes para ajudar na condução da empresa em tempos de crise.

Ainda que o público seja diverso, o perfil online serve para atingir um nicho. “É uma mídia que permite usar ferramentas como selecionar o público pela localização e, principalmente, pelos perfis de interesse”, afirma Gustavo Carrer, consultor do Sebrae de São Paulo.

Os benefícios de estar nas redes não vêm sem cuidado. Por isso, selecionamos os mandamentos que o empreendedor deve seguir na hora de administrar a página da sua empresa:

1. Esteja pronto

Antes de abrir uma fanpage, o empreendedor precisa verificar se sua empresa está organizada. “Tem que arrumar a cozinha. Veja problemas em áreas como logística, produção, estoque e preço”, aconselha Marquesi. Caso contrário, o negócio não dará conta de atender a demanda dos usuários.

2. Investimento baixo não significa desleixo

Ainda que criar uma página nas redes possa sair de graça, é preciso investir em profissionais para alimentar esse perfil. “A maior parte dos empreendedores erra nesse sentido. Eles tratam as redes sociais de forma amadora justamente por elas serem gratuitas”, afirma Carrer.

Para Rose, a falta de gestão faz com que a pequena empresa fique refém daqueles que postam ativamente. “É preciso ter um núcleo de inteligência que entenda esse modelo de comunicação. Vai muito além do operacional”.

3. Separe pessoal e empresarial

Misturar pessoa física e jurídica é algo comum porque boa parte dos pequenos negócios começa a partir das relações pessoais, segundo Carrer. É difícil migrar esse grupo de amigos para o canal profissional da empresa. Porém, se isso não for feito, comentários na página pessoal e na fanpage podem se confundir.

4. Produza seu conteúdo com profissionalismo

Seja foto ou texto, a postagem não deve parecer amadora. “Com a profissionalização, o produto causa um impacto e uma resposta, em termos de comercialização, muito maior do que no improviso”, afirma Carrer.

O consultor recomenda fazer cursos de fotografia e usar uma boa câmera. Para o texto, é importante usar uma linguagem publicitária, feita para usuários que não possuem tempo. Nos dois casos, o empreendedor pode ter de contratar um profissional.

5. Gere valores intangíveis: você irá precisar depois

Construir credibilidade é fundamental nas redes sociais. Isso é feito não só cumprindo prazos e corrigindo erros com prontidão, mas também seguindo os valores que a empresa se propõe a ter.

Esses valores intangíveis serão úteis em horas não tão felizes, como uma crise ou um atendimento ruim. “Nesses momentos difíceis, o estoque de credibilidade deve ser usado. O diálogo com o consumidor traz ganhos de imagem no longo prazo”, afirma Rose.

6. Tenha planejamento na hora de publicar

Tanto o excesso quanto a falta de informações prejudicam a imagem da empresa nas redes. Enquanto muitas postagens podem incomodar o público, a falta delas faz com que a marca seja esquecida. “O empreendedor deve dosar o conteúdo de acordo com a base de clientes que ele tem”, afirma Carrer.

Também é preciso ter cuidado com o que a empresa compartilha. “Crie um estilo. Não compartilhe correntes e imagens que não tenham relação com seu negócio”, diz. O consultor também recomenda ter um planejamento com uma semana de antecedência para postagens. Assim, o empreendedor fica mais tranquilo na hora de lidar com assuntos que podem surgir de repente.

7. Evite começar sua página já empurrando produtos

Na hora de ter uma presença online, é preciso buscar primeiro uma ação de relacionamento e só depois pensar nas vendas, diz Marquesi. O professor sugere identificar as pessoas que falam dos produtos que você vende e ter estratégias de fidelização. Só a partir daí é que o empreendedor deve fazer um anúncio pertinente ao público. “Não ache que você vai vender só porque está anunciando. Vendas é um processo”.

8. Engajamento é a chave do sucesso

Pelas redes sociais, um consumidor anônimo pode falar com milhões de pessoas, para o bem ou para o mal da pequena empresa. Por isso, a chave para ter sucesso é engajar seu público e transformá-lo em embaixador da sua marca.

“A ideia do engajamento é a de fazer mídia espontânea pelo boca a boca digital. As companhias que têm melhor performance econômica são as que conseguem mobilizar seu público”, diz Rose.

Como manter uma boa relação com o público? Respondendo os questionamentos feitos e sabendo quais os valores da empresa. “Eu vou comprar de quem me dá mais atenção e de quem tem valores similares aos meus. Isto tem que ser prática constante da empresa”.

Fonte: Exame

Por que tantos empreendedores subestimam o plano de negócios?

plano negócios

Dias atrás, eu li, no site da Exame, um artigo muito importante para quem tem ou pensa em abrir um negócio. Por que tantos empreendedores subestimam o plano de negócios? Essa era a pergunta feito pela reportagem  e respondida por Eduardo Vilas Boas, especialista em plano de negócios. Leia o que o profissional diz a respeito do tema

“Elaborar um plano de negócios se tornou muito mais corriqueiro para os empreendedores a partir da década de 90. A ferramenta ficou conhecida e foi difundida, além de sua importância reconhecida por investidores e empreendedores. A existência de grande quantidade de livros sobre o tema e o destaque recebido pela mídia fizeram com que mais pessoas o conhecessem e utilizassem.

No entanto, hoje em dia, seu uso ainda é subestimado por diversos empreendedores, que acreditam não precisar de um plano de negócios ou até mesmo que ele pode ser prejudicial. Até meados dos anos 2000, a importância do plano de negócios era incontestável. É claro que muitos empreendedores não o faziam, mas poucos discutiam que ele era uma ferramenta importante.

Esse conceito é fruto da consciência dos empreendedores, seguindo o que era sugerido por especialistas, que consideravam o plano imprescindível para determinadas tarefas (conseguir investimentos públicos ou privados, ser aceito por incubadoras de empresas, entre outras) ou mesmo pela tendência a imitar outras empresas bem sucedidas (casos de sucesso relatados pela mídia de empresas que fizeram planos de negócios).

Mais recentemente, surgiu uma onda de especialistas que diminuíram a importância do plano de negócios baseados em teorias como a do effectuation (de que o empreendedor deve priorizar a realização de ações ao invés de ter um planejamento prévio e maior cautela) e do lean startup (que sugere que o empreendedor deve desenvolver o negócio junto com seu cliente baseado em pequenos passos e tentativa e erro e não em um planejamento prévio de longo prazo).

Embora nenhuma dessas teorias efetivamente sugira a não elaboração de um plano de negócios, elas são mal interpretadas muitas vezes e acabam se tornando uma ótima desculpa para quem já não via a importância do plano.

De uma certa forma, o plano de negócios já teve a sua importância comprovada. As desculpas para não fazê-lo existem aos montes e tornam-se mais ou menos presente dependendo da época e das teorias vigentes. Todo empreendedor, hoje em dia, sabe da importância e consegue buscar informações ou auxílios para elaborar um plano. Não fazê-lo é uma opção. Grande parte das vezes, a mais arriscada.”

Quer ajuda? Veja 3 programas voltados às empreendedoras

programa computador empreendedor

O empreendedorismo feminino ganhou força no Brasil nos últimos anos. Hoje, as mulheres já representam a maioria dos novos donos de negócio, ou seja, aqueles com até três anos de operação. Além disso, a maior parte delas decide empreender depois de identificar uma oportunidade no mercado – e não mais apenas por necessidade.

Apesar disso, você pode ter uma série de dúvidas e, com certeza, precisará de ajuda. Sabia que existe uma série de programa focados em ajudar essas empreendedoras? O site Pequenas Empresas & Grandes Negócios listou três entidades. Veja quais são, clique no link de cada uma e saiba como essas iniciativas podem ajudá-la.

10.000 Mulheres

Programa criado pelo banco americano Goldman Sachs e realizado em parceria com a FGV no Brasil

http://www.10000mulheres.com.br/ 

Winning Women

Iniciativa da consultoria EY que conta com a ajuda de respeitadas mentoras para ajudar no desenvolvimento de empresas lideradas por mulheres.

http://www.ey.com/BR/pt/Services/Strategic-Growth-Markets/Programa-Winning-Women-Brasil

DWEN

Grupo de empreendedoras selecionadas pela fabricante de computadores Dell com o objetivo de estimular o networking entre mulheres.

http://www.dell.com/learn/us/en/uscorp1/women-powering-business 

Preciso de um sócio! Conheça 10 erros na hora de escolher um

sócio empreendedorismo

Recentemente, o site da Exame fez uma matéria interessante sobre a necessidade de se ter ou não um sócio. Para isso, conversou com José Balian, professor do curso de administração da ESPM e coordenador da Incubadora de Negócios da escola, com Sandra Fiorentini, consultora jurídica do Sebrae de São Paulo, e com João Bonomo, coordenador do Núcleo Acadêmico de Vocação Empreendedora do Ibmec/MG. O objetivo era mostrar os erros comuns na hora de escolher um.  Veja, a seguir, as falhas que os empreendedores mais cometem ao selecionar um sócio para o empreendimento:

1. Escolher um amigo ou parente

Quando o empreendedor resolve montar um negócio, muitas vezes ele pensa em constituir uma sociedade limitada. Sandra afirma que o acordo visa proteger o patrimônio dos sócios. “Se eu faço uma sociedade limitada, a responsabilidade, caso ocorra um problema com a empresa, cai sobre o capital social”, explica.

Se o empreendedor optar por não ter sócios e quiser, ao mesmo tempo, que seu capital próprio não seja comprometido, ele deverá montar uma Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI). Mas, segundo a consultora, é preciso ter uma reserva no valor de cem salários mínimos.

Para evitar essa poupança, muitos optam por arranjar um amigo ou um parente e dar a essa pessoa uma participação ínfima na sociedade, só para ter um sócio. “O empreendedor convive muito bem com ele, mas apenas no social. Por ser alguém próximo, eles não se reúnem para discutir, com medo de perder o relacionamento. O abismo entre empreendedor e sócio fica cada vez maior”.

2. Confundir sócio com banco

Achar que o futuro sócio é apenas uma fonte de capital é outra falha muito comum. “Não temos que procurar um sócio só por dinheiro, mas sim por algo além disso. O sócio deve contribuir com o modelo de negócio que você está desenvolvendo: trazendo mais tração, clientes ou conhecimento”, diz Bonomo.

3. Ter um sócio para decidir por você

Por insegurança, muitas pessoas não gostam da ideia de tomar decisões e, eventualmente, errar sozinhas. Se o empreendedor procura um sócio apenas em busca desse apoio emocional, está cometendo um erro. “Se você tem medo de tomar decisões, faça terapia, mas não contrate um sócio só por isso”, alerta Balian.

4. Procurar um salva-vidas da empresa

Empreendedor e sócio devem se reconhecer como parceiros de trabalho. Sendo assim, esse novo integrante não é a solução de todos os problemas que a empresa tem no momento. “O sócio vem para somar. Não pense nele como a tábua da salvação do empreendimento”, aconselha Bonomo.

5. Querer alguém com habilidades parecidas

Na hora de procurar um parceiro, o empreendedor não deve procurar um reflexo seu. O sócio se torna importante quando ele complementa a atividade: ele deve ser arrojado se o empreendedor for conservador, ou um técnico se o dono do negócio tiver perfil de gestor, afirma Balian. “Quando ele tem o mesmo perfil, os problemas da companhia não se resolvem”.

6. Esquecer de olhar os princípios e a ética

Segundo Balian, o negócio não dará certo se o empreendedor trabalha de uma certa forma e o sócio se guia por outros valores. Noções como ética e princípios de trabalho devem ser as mesmas para ambos. Já pensou se cada um tem uma visão sobre sonegar impostos, por exemplo?

7. Arranjar um sócio que tenha outros objetivos

Em uma sociedade, duas ou mais pessoas se unem com o mesmo objetivo. A falta de alinhamento pode fazer com que a empresa não vá para frente. “Por exemplo, um quer vender o negócio, enquanto outro quer deixá-lo para o filho. Se vocês não alinharem os objetivos, o negócio não funciona”, afirma Balian.

Bonomo recomenda ter atenção em alguns elementos: se o sócio tem grande interesse na ideia da empresa; se ele depende dela financeiramente, tanto quanto o empreendedor; se ele tem o mesmo estilo de gestão; se ele pensa de forma similar e se ele complementa a empresa com boas estratégias.

“Muitas pessoas pensam em escolher um sócio porque ele pensa e age diferente. Na maior parte das vezes, isso não é bom, porque a empresa precisa de sinergia”, afirma.

8. Pensar em habilidades de curto prazo

Chamar um sócio porque ele vai ajudar a fazer uma determinada tarefa, como escalar a empresa ou fornecer um ponto comercial, é um erro grave. Os empreendedores costumam ver a vantagem que terão ao conseguir um parceiro e se fixam nela. “Ele deve pensar sempre no longo prazo e na perenidade do empreendimento, e não apenas em uma atividade”, diz Bonomo.

9. Deixar os papéis de cada um indefinidos

Achar que não é necessário definir quem cuida de cada área pode atrapalhar a empresa como um todo. “Cada um faz um pouco de financeiro e de recursos humanos, por exemplo, e acaba não fazendo nada”, afirma Sandra. Essa falta de clareza causa confusão nos funcionários, porque as ordens podem se sobrepor e gerar desrespeito à autoridade de um dos empreendedores.

10. Não discutir erros e acertos

Seguindo a mesma linha, a falta de reconhecimento de erros e acertos é um pecado que pode comprometer toda a empresa. Por isso, Sandra recomenda o hábito de ter uma reunião, pelo menos semanal, para discutir o que foi feito na empresa e como os problemas serão solucionados, para que os funcionários não recebam direcionamentos diferentes.

O que os bem-sucedidos fazem de diferente?

É claro que apenas o aspecto pessoal não garante sucesso. É preciso conjugá-lo com todas as premissas clássicas que definem um bom negócio: ter um produto ou serviço pelo qual as pessoas querem pagar; ter bons meios de fazer esse produto chegar ao consumidor e montar uma estrutura eficiente na qual as receitas são maiores que os custos. Mas negócio nenhum mantém o crescimento se o empreendedor for descontrolado ou não tiver a habilidade de equilibrar vários pratos ao mesmo tempo.

O que, então, garante o sucesso, em termos psicológicos e comportamentais? Há padrões que podem ser percebidos e aprendidos? A resposta é sim, segundo a psicóloga americana Heidi Grant Halvorson, autora do livro Succeed: How We Can Reach Our Goals (Seja bem sucedido: Como Podemos Atingir Nossos Objetivos, numa tradução livre).

Em um texto escrito para a Harvard Business Review e publicado, recentemente, no site Pequenas Empresas & Grandes Negócios, ela elenca nove coisas que as pessoas bem-sucedidas fazem diferente do resto. Não são tarefas desumanas. Elas revelam que os bem-sucedidos têm processos para executar suas obrigações e refletem, mesmo que inconscientemente, sobre sua condição e como melhorá-la para ter mais eficiência. Leia a lista e confronte-se. O que você faz diferente?

1. Seja específico

Ao impor metas, seja o mais específico possível. A precisão dá uma medida clara do que é o sucesso. Perder cinco quilos é mais preciso que perder algum peso. Saber exatamente o que tem de ser alcançado mantém a motivação. Pense também em ações específicas que vão ajudar na realização das metas. Dormir menos, comer menos, exercitar-se mais – são todas promessas vagas demais. Já definir um horário fixo para se deitar todas as noites não deixa margem para outras possibilidades. Transposto para a vida profissional, o processo de autodisciplina funciona da mesma maneira.

2. Não desperdice oportunidades

O homem moderno é um ser muito atarefado. Ele pratica uma espécie de malabarismo com as oportunidades. Ele pega uma, trabalha nela um pouco e a joga para o alto. Ao mesmo tempo, ele pega outra oportunidade, trabalha nela um outro tanto e a joga para o alto… Apenas para apanhar a primeira oportunidade. Nós perdemos muitas chances de agir simplesmente porque não notamos que estavam em nossas mãos. Imagine aquele contato comercial que se distancia. Será que realmente você não tem tempo para pegar o telefone e ligar para ele? Atingir os objetivos significa agarrar as oportunidades – as grandes e as pequenas – antes que elas escorram pelos dedos.

3. Saiba exatamente o quanto falta no caminho

Para atingir metas é preciso um monitoramento honesto e regular do próprio progresso. Se não há ninguém para lhe dar esse feedback, avalie a si mesmo. Se você não souber o quão bem está indo, não conseguirá ajustar suas estratégias corretamente. Confira seu progresso com olhos rigorosos e em bases frequentes – diariamente, dependendo do objetivo.

4. Seja um otimista realista

Ninguém determina objetivos sem se envolver numa rede de pensamento positivo. Acreditar na capacidade de ser bem-sucedido é fundamental para criar e manter a motivação. Mas nunca subestime as dificuldades de atingir metas. A maioria exige tempo, planejamento, esforço e persistência. Estudos mostram que pensar que as coisas vão fluir facilmente e sem esforço deixa o empreendedor mal preparado para missão, aumentando as chances de fracasso.

5. Concentre-se em melhorar, não em ser bom

É importante a pessoa acreditar que tem a habilidade para atingir as metas, mas também importa muito que ela confie que é possível aprender a habilidade. A maioria das pessoas acredita que a inteligência, a personalidade e as aptidões são coisas fixas, que não podem ser melhoradas. O resultado: o foco nas metas se direciona a provar a própria capacidade, em vez de desenvolver e adquirir novas competências. Ainda bem que caiu por terra a percepção de que as habilidades nos são determinadas por natureza e imutáveis (confira meu post anterior). Aceitar o fato de que é possível mudar e melhorar ajuda a fazermos escolhas melhores e atingir pleno potencial. “Pessoas cujas metas sejam melhorar, em vez de ser bom, tomam a dificuldade como estímulo e apreciam a jornada tanto quanto o destino”, diz Heidi.

6. Seja firme

É a vontade de se comprometer com objetivos de longo prazo e persistir diante de dificuldades que distingue os bem-sucedidos. Pessoas firmes geralmente aproveitam melhor a educação que receberam e expressam isso em resultados. A boa notícia é que, se você nunca foi um dos mais esforçados, existem maneiras de melhorar a situação. Pessoas sem essa “pegada” geralmente pensam que não têm as qualidades intrínsecas dos bem-sucedidos. “Está errado”, diz Heidi. Como já foi dito, esforço, planejamento, persistência e boas estratégias são as chaves para o sucesso. Abraçar essa percepção não irá apenas ajudar a enxergar as metas mais nitidamente, como a ganhar a firmeza necessária.

7. Malhe sua força de vontade

Seus músculos de autocontrole são como qualquer outro músculo em seu corpo – quando não é exercitado, fica flácido com o tempo. Mas quando é usado, cresce forte e mais adequado para ajudá-lo a atingir os objetivos. Para tonificar a força de vontade, tome desafios que exijam coisas que você prefira não fazer. Sempre que uma tarefa não lhe parecer atraente, ou exija muito esforço, faça.

8. Não jogue com as tentações

Não importa quão sólida se tornou sua força de vontade. É importante manter em perspectiva de que ela é limitada e, se você se sobrecarregar, vai acabar sem energia. Não tente tomar duas tarefas desafiadoras ao mesmo tempo. É possível parar de fumar e entrar em dieta ao mesmo tempo? E não se coloque em apuros que não podem ser remediados, em situações cheias de tentações. “Pessoas de sucesso sabem como não tornar as metas mais difíceis do que já são”, diz Heidi.

9. Foco no que vai fazer, não no que não vai fazer

Você quer perder peso, parar de fumar ou domar seu temperamento? Então planeje como substituir seus hábitos ruins por outros bons. É bem melhor que ficar refletindo apenas sobre suas falhas, seus erros. Tentar evitar um pensamento só faz com que ele fique ainda mais ativo na mente. O mesmo é verdadeiro quando falamos de comportamento. Ao tentar não fazer algo ruim, o hábito se fortalece. Se você quer mudar seu jeito de ser, pergunte a si mesmo: em vez disso, o que posso fazer?

Como investir capital emocional na sua empresa

Recentemente, li o artigo do Marco Roza, diretor da Agência Consumidor Popular e estrategista de novos negócios, no site do UOL. O material falava sobre “Como investir capital emocional na sua empresa”. Achei muito interessante. Leiam abaixo o texto escrito pelo profissional:

“E o que alimenta o relacionamento entre as pessoas envolvidas nessas atividades são basicamente suas emoções, intuições, visões de mundo. Os aspectos intangíveis que poderíamos classificar como capital emocional não surgem nos balanços, nos organogramas e, principalmente, entre as razões de sucesso ou de fracasso de um empreendimento.

Talvez sob a influência das análises científicas, das organizações militares, da competição sempre presente, nos inspiramos nos martelos que depois de um tempo na função, só vêm pregos pela frente. E racionalizamos tudo: investimento, custo/benefício, lucratividade total, por mercadoria, por cliente.

Mas à medida que acertamos a mão na condução de nossa empresa descobrimos a importância de investir doses crescentes de capital emocional. Ele se manifesta na habilidade de tratarmos como investimento o erro de um funcionário, de sermos mais brandos na possibilidade de ganho com um aliado que confia em nossas propostas e, principalmente, na dedicação e no investimento que reservamos para melhorar a performance de um produto ou de um serviço.

Mesmo não registrando esse capital emocional em nossos balanços a gente o percebe se manifestando naquela funcionária ou funcionário que dedica sua vida a seduzir e atrair nossos clientes; naquele fornecedor sempre pronto a entender e nos ajudar a superar as várias dificuldades que surgem; naquela consumidora que volta e traz sempre mais um amigo, parente e conhecido.

Esse capital emocional, não contabilizado, é a alma da empresa. Você pode acessá-lo sem precisar conversar com seu gerente no banco. Mas terá que ampliar sua habilidade gerencial para além dos livros caixa, para além das ordens intempestivas, para muito além do lucro a qualquer custo.

É o capital emocional que te ajudará motivar e mobilizar sua equipe, seus fornecedores e, até mesmo a clientela final, em torno do mistério que é sua visão de mundo, que você teve a ousadia e a energia de traduzir no que nós, de fora, entendemos como sendo sua empresa.

Com certeza você já se vale do próprio capital emocional para sustentar sua empresa. Resta saber se o tem usado na sua totalidade e mobilizado as principais fontes que são todas as pessoas que interagem com a cadeia produtiva de sua organização.”

Já pensou em colocar aquela sua ideia em prática e superar a crise?

sucesso empreendedor

Mas, agora parece que ela bate à porta com mais constância, apontando para uma atividade que procurava a tempo colocar em prática. A situação atual do Brasil, traz a criatividade a “flor da pele” com inúmeras possibilidades de resolver e/ou facilitar serviços e até a criação de novos produtos.

Ser otimista ajudará muito em um primeiro momento, mas, organizar os impulsos das possibilidades criadas entendendo apontamentos e alguns conselhos valiosos de quem já estudou ou vivenciou situações próximas a sua poderá ser um uma boa estratégia de continuidade.

Existem complexidades do Oiapoque ao Chuí, temos exemplos globais de situações positivas resolvidas por uma ideia boa em diversas situações, inclusive necessidades atendidas, criando uma atmosfera de empresas novas em um mercado global.

Então, prospectar como irá crescer e quanto será a porcentagem a cada ano dessa evolução, facilitará entender as variáveis existentes na macroeconomia e qual a melhor estratégia escolher para inserção e fixação no mercado.

Na incerteza é bom começar pequeno, mas sempre pensando grande, motivo e que os pequenos negócios, no início tem mais a flexibilidade de mudança e adaptações, e, isso contribui de maneira mais rápida a acertar a trajetória almejada.

Como um bom empreendedor não deve esquecer de uma característica: capacidade de correr riscos calculados, em outras palavras é ter dinheiro em caixa para sustentar as atividades no início, ter saldo em caixa, pois falta dele faz muitas ideias boas sumirem. Atenção para o tamanho de sua ideia.

A sua ideia pode ser absorvida pelas pessoas como uma nova necessidade do seu dia-a-dia e/ou de possibilitar uma qualidade de vida melhor. Analise e leve a sério este item. Criar um costume pode ser difícil, mas se for transparente e eficiente o seu uso, com certeza mais pessoas usaram.

Quando você absorver isso, dará conta que encontrou uma oportunidade de fazer a diferença e mudando hábitos e inserindo produtos e/ou serviço que contribuíram um pouco para juntos desenvolvermos a nossa sociedade em um processo continuo de ideia inovadora com aplicação/uso que contribuirá para facilitar as atividades diárias.

Para empreender, é importante ter foco em seu SONHO e uma cabeça aberta para entender seu entorno refletindo a melhor opção.

Fonte: Empreendedorismo na veia: um aprendizado constante de Rogério Cher.

3 atitudes que todo empreendedor deve ter ao começar um negócio

reunião empreendedora

Em abril deste ano, durante o 2º Congresso Internacional de Franchising ABF, Heloísa Menezes, diretora técnica do Sebrae abriu seu painel “Franqueado Qualificado: Capital Humano essencial para o sucesso de uma rede”, com a seguinte afirmação: “Um empreendedor é como um peregrino”.

Achei muito interessante a comparação da trajetória de um empreendedor a de um viajante que faz o Caminho de Santiago de Compostela, nome pelo qual são conhecidas as várias rotas que chegam à cidade de mesmo nome, na Espanha. Por isso, quis resgatá-la no blog. O Caminho atrai turistas do mundo inteiro e, para completá-lo, são necessários vários dias e muito condicionamento físico e mental.

Saiba o que ambos têm em comum, segundo Heloísa Menezes, e como isso pode se refletir nos negócios:

– É necessário preparação: “Da mesma forma que quem faz o peregrino precisa fazer um check-up médico para verificar sua capacidade de fazer o percurso, o empreendedor tem que avaliar suas condições de dar início a uma nova empreitada no mundo dos negócios”, diz Heloísa.

– Dedicação é a palavra de ordem: “Você está comprometido a cumprir seu objetivo? Ou chamará um táxi na primeira oportunidade que aparecer?”, diz a diretora técnica do Sebrae. Toda nova jornada possui riscos e benefícios. De qualquer forma, para tirar proveito dela, são necessários esforço e determinação.

– Ajude e busque ajuda: Para Heloísa, os franqueadores são para os franqueados o mesmo que os albergues e instituições que apoiam o Caminho de Santigo de Compostela são para os peregrinos: trata-se de uma importante fonte de treinamento e abastecimento, na qual experiências devem ser compartilhadas. “Franqueados e franqueadores têm interesses recíproco para atender a um propósito único”, diz. “O sucesso em rede requer capacitação e informação de ambos os lados.”